Na
antiguidade a contação oral de histórias era vista sob um olhar inferior à
escrita, apesar disso, os povos se reuniam ao redor da fogueira e contavam suas
lendas e contos, disseminando a sua cultura e os seus costumes.
Nos
dias atuais, encontramos uma realidade problemática no que diz respeito à
contação de história. As escolas não proporcionam bibliotecas que apresentem um
acervo destinado a crianças de Educação Infantil. Os professores, por sua vez,
buscam contemplar as disciplinas com os conteúdos programáticos e acabam
deixando de lado o ato de contar histórias. E muitas vezes não trabalhar com as
histórias infantis, pode resultar num processo, que deixa marcas.
A contação de histórias é uma ótima estratégia
pedagógica, para o professor colocar as
crianças em contato com boas histórias. Que além de proporcionar o primeiro
contato com os livros de uma forma agradável, irão distraí-los, levá-los a
lugares distantes, onde através do imaginário e da fantasia, viverão situações,
experiências e aventuras das mais variadas possíveis. Experiências que podem recrear,
informar, transformar e integrar. Também viabiliza a interação entre o
real e imaginário, colocando a criança em confronto consigo mesma para
diferenciá-los.
Conforme destaca Segundo Coelho (2001), “a história
aquieta, serena, prende a atenção, informa, socializa, educa. [...] a história
é importante alimento da imaginação”.
Além de ampliar a imaginação, existem outras
habilidades desenvolvidas pela criança através do que elas ouvem nas histórias,
que são reveladas por Dohme (2005, p.19), tais como o caráter,
raciocínio, criatividade, senso crítico e disciplina
Mas, não é só a história que é importante para o
desenvolvimento da criança, também devemos levar em consideração a maneira como
contamos uma história.
De acordo com Abramovich (2001, p.18):
“Como contar
histórias seja qual for, é bom saber como se faz. Afinal nela se descobrem
palavras novas, se entra em contato com a música e com a sonorização das
frases, dos nomes. É preciso que
quem conte, crie um clima de envolvimento, de encanto, e saiba dar pausas
necessárias para que a imaginação da criança possa ir além e construir seu
cenário, visualizar seus monstros, criar os seus dragões, adentrar pela sua
floresta, vestir a princesa com a roupa que está inventando, pensar na cara do
rei... e tantas outras coisas mais...”.
A seleção da história deve se levar em conta a
faixa etária e o interesse dos alunos e não é fazendo de qualquer jeito,
escolhendo o primeiro livro que vê na estante.
Na hora da contação da história é de suma
importância mostrar o livro para as crianças, para que elas percebam de onde
vem as histórias, fazendo com que estimule e desperte seu interesse por buscar
novas histórias. Também é atraente usar uma entonação de voz diferente, mas sem
muito exagero, poderá ser usado para criar um suspense, um drama e demos dar
oportunidades para que as crianças deem a sua opinião. Para enriquecer, tornar
a narração da história mais atraente, pode-se utilizar que diversos recursos:
livro, gravuras, desenhos, fantoches, entre outros. Mas além dos recursos
matérias, os gestos, os ruídos, (onomatopeias) e as fantasias também são
grandes aliados na contação de história, buscando chamar a atenção das crianças
e tornando-a mais significativa.
O professor deve se preocupar com o imaginário das
crianças, criando envolvimento, evitando muitos detalhes, deixando as crianças
ouvirem as histórias. Não necessariamente ter pressa em acabar a história,
deixando-os curtir o ritmo e o tempo da mesma. Tornando a contação de história
mais interessante e especial
Referências:
COELHO, Betty. Contar Histórias uma arte sem
idade. São Paulo: Afiliada, 2001;

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