quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS

Na antiguidade a contação oral de histórias era vista sob um olhar inferior à escrita, apesar disso, os povos se reuniam ao redor da fogueira e contavam suas lendas e contos, disseminando a sua cultura e os seus costumes.
Nos dias atuais, encontramos uma realidade problemática no que diz respeito à contação de história. As escolas não proporcionam bibliotecas que apresentem um acervo destinado a crianças de Educação Infantil. Os professores, por sua vez, buscam contemplar as disciplinas com os conteúdos programáticos e acabam deixando de lado o ato de contar histórias. E muitas vezes não trabalhar com as histórias infantis, pode resultar num processo, que deixa marcas.
A contação de histórias é uma ótima estratégia pedagógica, para o professor colocar as crianças em contato com boas histórias. Que além de proporcionar o primeiro contato com os livros de uma forma agradável, irão distraí-los, levá-los a lugares distantes, onde através do imaginário e da fantasia, viverão situações, experiências e aventuras das mais variadas possíveis. Experiências que podem recrear, informar, transformar e integrar. Também viabiliza a interação entre o real e imaginário, colocando a criança em confronto consigo mesma para diferenciá-los.


Conforme destaca Segundo Coelho (2001), “a história aquieta, serena, prende a atenção, informa, socializa, educa. [...] a história é importante alimento da imaginação”.
Além de ampliar a imaginação, existem outras habilidades desenvolvidas pela criança através do que elas ouvem nas histórias, que são reveladas por Dohme (2005, p.19), tais como o caráter, raciocínio, criatividade, senso crítico e disciplina
Mas, não é só a história que é importante para o desenvolvimento da criança, também devemos levar em consideração a maneira como contamos uma história.
De acordo com Abramovich (2001, p.18): 
Como contar histórias seja qual for, é bom saber como se faz. Afinal nela se descobrem palavras novas, se entra em contato com a música e com a sonorização das frases, dos nomes. É preciso que quem conte, crie um clima de envolvimento, de encanto, e saiba dar pausas necessárias para que a imaginação da criança possa ir além e construir seu cenário, visualizar seus monstros, criar os seus dragões, adentrar pela sua floresta, vestir a princesa com a roupa que está inventando, pensar na cara do rei... e tantas outras coisas mais...”.

A seleção da história deve se levar em conta a faixa etária e o interesse dos alunos e não é fazendo de qualquer jeito, escolhendo o primeiro livro que vê na estante.
Na hora da contação da história é de suma importância mostrar o livro para as crianças, para que elas percebam de onde vem as histórias, fazendo com que estimule e desperte seu interesse por buscar novas histórias. Também é atraente usar uma entonação de voz diferente, mas sem muito exagero, poderá ser usado para criar um suspense, um drama e demos dar oportunidades para que as crianças deem a sua opinião. Para enriquecer, tornar a narração da história mais atraente, pode-se utilizar que diversos recursos: livro, gravuras, desenhos, fantoches, entre outros. Mas além dos recursos matérias, os gestos, os ruídos, (onomatopeias) e as fantasias também são grandes aliados na contação de história, buscando chamar a atenção das crianças e tornando-a mais significativa.
O professor deve se preocupar com o imaginário das crianças, criando envolvimento, evitando muitos detalhes, deixando as crianças ouvirem as histórias. Não necessariamente ter pressa em acabar a história, deixando-os curtir o ritmo e o tempo da mesma. Tornando a contação de história mais interessante e especial


Referências:


  • ABRAMOVICH, Fanny. Literatura infantil: gostosuras e bobices. São Paulo: Scipione, 1997;

    •          COELHO, Betty. Contar Histórias uma arte sem idade. São Paulo: Afiliada, 2001; 

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